Húmus. 152º aniversário do nascimento de Raul Brandão é assinalado esta terça-feira

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Na Biblioteca Municipal Raul Brandão

O Húmus — Festival Literário de Guimarães decorre até esta terça-feira, 12 de março. O evento, criado em 2017 para celebrar os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, volta-se, este ano, para a História, tema comum a todas as sessões que compõem a programação, com a participação de alguns nomes de destaque como Richard Zimler José Pacheco Pereira, Júlio Magalhães, Alberto S. Santos, Frei Bento Domingues, Fernando Dacosta, Francisco José Viegas, Irene Flunser Pimentel e Rui Pedro Tendinha.

Esta terça-feira celebra-se, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, o aniversário do escritor que lhe deu nome, nascido a 12 de março de 1867, com as presenças de Fernando Dacosta, Francisco José Viegas, Irene Flunser Pimentel e Rui Pedro Tendinha. Autor com extraordinária perceção, capaz de grande detalhe e minúcia nas descrições, Raul Brandão é mote para duas mesas de debate: uma, sobre a adaptação das suas obras ao grande e pequeno ecrã; outra, a propósito da forma como viu e contou a queda da democracia e surgimento da ditadura. Como viveu, entendeu e descreveu Brandão os momentos cruciais para a história do século XX português?

Num mundo cada vez mais marcado pelo advento dos nacionalismos, pelos conflitos religiosos, por povos a viver de costas uns para os outros, Guimarães volta-se para a História para perceber como aprender com o passado, e olha para o futuro.

Terça-feira, 12 de março, 18.00 | Biblioteca Municipal Raul Brandão
| Mesa de debate | «Raul Brandão, a escrita e as imagens da História»
Convidados: Francisco José Viegas e Rui Pedro Tendinha
| Moderação: Hélder Gomes
Na vasta obra de Brandão, nos múltiplos géneros que tocou, o poder das descrições e as imagens que delas emergem incentivaram e, mais que isso, abriram portas para que o cinema e outros palcos fizessem das paisagens de Brandão histórias filmadas. São exemplo disso O Gebo e a Sombra, As Ilhas Desconhecidas, Cinzas, entre outros. Que falta filmar de Raul Brandão? De que forma pode a transposição das imagens dos seus livros para a grande tela dar a conhecer a realidade do início do século XX português?

Terça-feira, 12 de março, 19.00 | Biblioteca Municipal Raul Brandão
| Mesa de debate | «O nascimento de um Portugal pequenino: Raul Brandão e o advento do nacionalismo»
Convidados: Fernando Dacosta e Irene Flunser Pimentel
| Moderação: Hélder Gomes
Raul Brandão assistiu à queda da democracia e ao advento da ditadura. Este regime repressivo prolongou-se ao longo de 50 anos, e o autor não chegaria a viver para ver Portugal libertar-se das amarras do Estado Novo. Num momento em que se discute o recrudescer dos extremismos nacionalistas, um pouco por todo o mundo, de que forma a situação política e social dos anos 20 encontra um paralelo com os tempos que vivemos? Estará a história, tão cíclica, a repetir-se?