Área ardida aumenta mais 29 mil hectares em dois dias

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altOs mais recentes dados publicados pelo EFFIS, Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais, contrastam largamente com as informações fornecidas na sexta-feira de manhã ao Presidente da República e ao primeiro-ministro pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), durante uma reunião de duas horas em Carnaxide.

Embora as informações tenham igualmente origem no sistema da União Europeia, a Protecção Civil avançou com uma estimativa entre 1 de Janeiro e 11 de Agosto que apontava para uma área de 45 mil hectares devorados pelo fogo, isto mesmo foi transmitido a Cavaco Silva e a José Sócrates através de um gráfico sobre as estatísticas de incêndios florestais entre 2000 e 2010.
 
Mas, em apenas dois dias, a dimensão da área ardida alterou-se drasticamente. Segundo dados de sexta-feira à noite avançados pelo EFFIS, que, através de vários satélites, regista incêndios com áreas ardidas superiores a 20 hectares em toda a Europa e Norte de África, de Março até ontem o total de área ardida em Portugal ascendia a quase 74 mil hectares.
 
Através da mesma página é possível constatar que as actualizações da área devastada entre os dias 11 a 13 ascendem a mais de 20 mil hectares, uma contabilidade surpreendente atribuída aos incêndios na serra da Estrela, no concelho de São Pedro do Sul e no Gerês.